Normalmente falar sobre madeiras para guitarra é um assunto bem delicado, ainda mais se tratando de alguns puristas por ai, mais nesta serie de artigos tentaremos dividir um pouco do conhecimento acumulado pela gente durante alguns anos de experiencia.

Madeiras para guitarra

Bom hoje falaremos de um assunto bastante extenso, e por que não polêmico, madeiras para instrumentos musicais.

Como é sabido por todos que gostam de instrumentos a madeira é parte fundamental em nosso ofício. O grande lance é que ainda hoje, 2015, ainda existe um grande, para não falar enorme, pré-conceito sobre alguma espécies de madeiras.

Muitos guitarrista se apegam ao fato de cera marcas usarem espécies x, y ou ate mesmo z para definirem o que é bom ou não é.

Como por exemplo uma espécie tão idolatrada por alguns, o ash, muito popular nos EUA, e muito utilizado pela Fender.

Madeira esta que para muito é o Santo Graal do timbre, mesmo que o tio Leo não tenha feito de forma algum estudos sobre ela para construir guitarra de corpo sólido, era o que tinha de barato e abundante na época e por isto foi usada.

É ai que surge uma pergunta:

Por que adoramos certas espécies e odiamos outras?

A resposta é bem fácil:

Referência.

Todos nisso referencias foram criados em cima desta ou daquela espécie de madeira, agora imagine se nosso referencial fosse uma guitarra com corpo de pedra, caso o tio Leo entre outros tivessem optado por tal material. Com certeza a historia hoje do que é não ou ruim seria completamente diferente.

Quando falamos de timbre temos que ter em mente a seguinte definição:

Timbre é o resultado sonoro dos materiais vibrantes.

Então se mudarmos a espécie de madeira do corpo ou do braço teremos resultado diferentes.

Note que em nenhum momento a qualidade do timbre é citado pois a mesma varia de acordo com cada indivíduo.

O que pode ser maravilhoso para você pode não ser assim tão bom para outros, então este papo de que tal espécie d madeira tem timbre melhor ou pior que a outra é bem relativo.

Alguma coisas que poucos pensam quando vão mandar construir ou comprar um instrumento novo é a parte mecânica relacionada a espécie de madeira a qual compõe o novo projeto.

É indispensável saber como esta ou aquela espécie de madeira se comporta no seu país ou estado, pois isto pode ser o ponto determinante entre ter um bom instrumento ou ter um instrumento que não funciona direito.

Falando apenas do braço a espécie de madeira utilizada em sua confecção deve ser capaz de suportar ai menos a tensão aplicada pelas cordas.

Isto sem falar de tombos, quedas ou mal cuidado.

madeiras para guitarra

Gibson com head quebrado

Um grande exemplo disto é uma espécie de madeira que quase todos adoramos, o mogno, dependendo de sua densidade ele pode ser uma enorme dor de cabeça para confecção de braço.

Não cansamos de arrumar headstocks quebrado de uma determinada marca, pois normalmente ela usa em seus braço esta madeira, e a densidade que ele costumam usar no braço, principalmente na região onde o head encontra o resto do braço, é bem fragilizado, não só pela espessura que temos naquela região mais também pela espécie de madeira utilizada na construção do mesmo.

Outro caráter que gastaríamos d abordar é o pré conceito que a galera tem com terminadas espécies de madeira.

Muitas vezes determinadas fábricas, nacionais ou importadas, utilização espécies de madeira fora de sua condições ideias, o que obviamente pode prejudicar a vida útil do instrumento, e por conta disto a espécie de madeira e não as marcas de guitarra ganho o estigma de material ruim.

O melhor exemplo que podemos dar é o pau-marfim, que é uma ótima opção para confecção de braço de guitarra e contrabaixo. Mas o povo por aqui não gosta dela simplesmente por ela “empena”, mas ninguém se pergunta o porque disto acontecer.

madeiras para guitarra

Pau-Marfin

madeiras para guitarra

Hard maple

A resposta é simples também.

Este espécie não é apenas utilizada em confecção de instrumentos mas também em confecção e móveis, uma vez que a indústria moveleira consome muito mais madeira que a de instrumentos musicais sobra pra gente apenas a raspa do taxo, todos peças em condições fora do ideal para ser usada imediatamente.

Por conta de tal disputa por material com outras indústrias ficamos de certa forma de mãos atadas para conseguir certas espécies de madeira.

Logo, alguma destas espécies caem no bom e velho pré conceito, e por conta disto muito costumam dizer coisas equivocadas sem ao menos saber do que esta falando.

Nos próximos posts sobre o assunto iremos falar um pouco mais sobre características visuais, mecânicas e por que não sobre timbre.

Não deixe de ver os outros posts sobre o assunto

Madeiras para guitarra

Madeiras para guitarra (parte 3)

Madeiras para guitarra (Final)

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